Mobile Office, porque nem todo mundo vive de escritório

Home office já não é algo tão obscuro para os brasileiros, embora não muito usado. Eu vejo muitas pessoas trabalhando de casa, mas a maioria delas são autônomas. Ainda é algo difícil para o brasileiro aceitar que podemos, sim, trabalhar de casa. Afinal, por que não?

Eu não sei aí onde você mora, mas aqui na capital de São Paulo tempo é uma relíquia. Sábios são aqueles que conseguem colocar todas as atividades dentro das poucas horas úteis, porque na maioria estamos tentando chegar em algum lugar por causa do trânsito caótico da cidade.

E é por isso que quem tem a oportunidade de trabalhar de casa vai entender os benefícios logo de início. Mas vou te dizer, não é algo fácil. Não mesmo. É preciso de muito foco e dedicação e, claro, adaptação.

Quem faz home office pode acordar às 8h ao invés das 6h, já que não tem trânsito para enfrentar, pode se arrumar tranquilamente e nem precisa ser tão arrumado – já que você está em casa, pode tomar seu café sentado na frente da TV e quando olhar o relógio ainda são 8:55. Não precisa se preocupar com a chuva na hora do almoço, porque você vai comer em casa vendo aquele seriado bacana. No fim do dia você ainda tem aquelas 2h que gastava no percurso do escritório para fazer o que te der na telha.

Por outro lado, quem vê esses benefícios também vê os malefícios. Home office também é um desafio. Se você não mora sozinho (digo literalmente sozinho) e tem pessoas durante o dia na casa, você vai ver que eles não entendem que você não está de férias e sim trabalhando. Você vai ver que a TV parece ser muito mais chamativa e até aquela bagunça no quarto, que você nunca ligou, está te convidando. Você vai sentir falta daquela rotina chata que tanto reclamava quando ia para o escritório, porque agora tudo depende de você, principalmente o tempo.

Você também vai ver que home office é uma coisa solitária. Sabe aquele papo na copa da empresa com cafezinho na mão? Não tem mais. Sabe aquela conversinha saudável na hora do almoço? Não tem mais. Sabe… Ah, você já entendeu onde eu quis chegar, não é? Quem faz home office também precisa sair, também precisa ver gente, também precisa ver a rua.

Quando me deparei com esse problema na minha vida, a primeira coisa que pensei foi coworking. Aquele lugar bacana onde você aluga baias, ou até mesas fixas, e pode ir lá para trabalhar, junto com um monte de gente e empresas. Mas opa… Aí eu estou indo para um escritório de novo.

E foi então que me perguntei: por que não um mobile office? Mobile office é quando você coloca tudo o que precisa na mochila e trabalha de onde quiser. Eu, particularmente, gosto das cafeterias.

Através do mobile office eu tenho a chance de trabalhar de casa em dias que não estou afim de encarar o trânsito ou dias frios e chuvosos, e trabalhar da rua quando eu quiser ver gente e tomar um bom café.

Você não precisa de muito para um mobile office. Resumindo bem, precisa de uma mochila que comporte todo seu material: notebook e carregador, adaptador de tomada ou extensão, um caderno, uma caneta e fones de ouvido. A wi-fi fica por conta da casa, mas se certifique antes de ir ao local. E lembre-se que o mobile office não é seu home office e por isso não terá o mesmo espaço e conforto que tem em sua casa.

Eu vejo muitas pessoas trabalhando através do mobile office. Não sei quantas vezes elas fazem isso por semana, às vezes é só algo esporádico, ou às vezes é só aquele dia. Mas lá estão, sentados em uma mesinha com seus computadores, alienados do mundo com seus fones de ouvido e focados no que realmente precisam fazer. E é aí que eu penso, será que precisamos de regras para fazermos o que realmente temos de fazer?

E digo mais, mobile office é uma coisa agradável. Quando você escolhe um lugar que tenha a ver com você, você se sentirá confortável e seu tempo irá render muito mais.

Para os próximos posts vou trazer lugares que gosto de ir para mobile office, o que utilizo no meu mobile office, APPs que facilitam meu dia-a-dia e como organizar tudo isso.

✓ publicado em 13 de julho de 2015 por Bruna Diniz